
Piet Mondrian - Composition no. II Composition in Line and Color (1913)
Nesta composição abstracta, Mondrian “anda à volta” precisamente de dois elementos básicos da comunicação que entitulam a obra: linha e cor.
Nesta altura, começa já a explorar as formas geométricas que caracterizaram o seu trabalho posterior (pelo qual ficou conhecido), utilizando a linha, que aqui é recta, horizontal ou vertical, havendo só em alguns pontos linhas curvas – isto confere equilíbrio à composição, mesmo quando, ao contrário das suas obras posteriores, Mondrian utiliza uma linha que não é perfeitamente recta, mas desenhada “à mão livre”. O traço é forte no centro da tela, desvanecendo-se perto das bordas – efeito obtido com recurso à mudança de tonalidade, em que o preto vai ficando cada vez mais claro. Este efeito nas bordas gera uma certa textura devido à semelhança das cores da linha e do preenchimento.
Quanto ao outro elemento, a cor, predominam cores muito claras, entre o amarelo e (especialmente) o azul. Estas são usadas para preencher algumas das formas quadriláteras criadas pelo cruzamento das várias linhas. Existe uma certa neutralidade na utilização das cores, uma vez que não há nenhuma forma preenchida com cores demasiado fortes que sobressaiam.
Dentro das outras técnicas de comunicação visual observáveis na composição, nota-se também uma certa unidade, pois não há elementos que estejam marcadamente separados do motivo que ocupa toda a tela. De uma forma geral, é uma composição harmoniosa, que transmite uma sensação de calma (principalmente pela cor azul predominante) mas, ao mesmo tempo, forte (devido ao traço negro carregado no centro).
UPDATE
Enquanto continuo a ler mais coisas sobre Mondrian e sobre elementos e técnicas de comunicação visual para a versão 2.0 do artigo, aqui ficam links para os textos dos três colegas que também elegeram este artista para analisar:
Estimada Aline,
Tal como referi no email enviado vou precisar de mais algum tempo para comentar devidamente o seu artigo. Todavia, nesta minha leitura breve mas atenta, devo desde já anotar a minha apreciação positiva à análise que, sendo pessoal, está bem fundamentada. Reconheço ainda assim que a Aline pode/deve, porventura numa “versão 2.o” do artigo, melhorar a pesquisa independente sobre o assunto recorrendo inclusive a bibliografia mais especializada (Bruno Munari; Rudolf Arnheim; et. al.). Julgo que se solidificaria ainda mais os conhecimentos e sensibilidades decorrentes das aulas teóricas e teórico-práticas.
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A título de curiosidade deixo a nota: gosto particularmente do design/desenho personalizado para o weblog. ;) Demonstra também por isso brio no que faz!
Continuação de um bom trabalho!
Bruno Giesteira
Estimada Aline,
Serve o presente comentário para reafirmar o anterior. Julgo estarmos em condições para, em breve, delinearmos uma versão “2.0″ do artigo, não concorda?…
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Nota: E porque não aproveitar o weblog para editar a componente prática da disciplina?… Lanço também este desafio!
Continuação de um bom trabalho,
Bruno Giesteira
Estimada Aline,
Aprecio o (muito pouco…) que tem editado que demonstra potencial. Não obstante, devido à falta de trabalho/actualização do weblog não consigo validar cabalmente a evolução da Aline na componente prática e teórica. Algo que deve ser colmatado o mais rapidamente possível!… Acresce a este facto a reduzida troca de ideias na aula t/p pelas razões que, com certeza, reconhece.
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Estando, naturalmente, solidário quanto à sobrecarga dos restantes trabalhos de outras disciplinas (algo que já vários colegas compartilharam comigo) sou forçado a salientar a necessidade de desenvolver e editar/actualizar com alguma celeridade a componente teórica e prática do trabalho realizado sobre os elementos e técnicas de comunicação visual; tipografia/letra; a cor e infografia. Até porque o número de aulas t/p (consultar wiki de trabalho) é muito reduzido e iremos avançar para o último projecto final (desenho de informação: paginação).
Até sexta-feira e até lá, qualquer dúvida/esclarecimento, por favor disponha também via email.
Bom trabalho!
Bruno Giesteira